Meio ambiente
Economizar para preservar.

Nas últimas décadas o homem não se preocupou com os recursos naturais na busca frenética por um desenvolvimento econômico, que se revelou predador. Vivemos um momento em que a palavra de ordem é: Economizar.

Notícias veiculadas diariamente através de jornais, revistas, rádios e televisões, mostram a situação em que se encontra o meio ambiente no Brasil e no resto do mundo. As cidades crescem desordenadamente, novas indústrias surgem diariamente, agrotóxicos são utilizados indiscriminadamente e o barulho está se tornando insuportável.

As queimadas continuam a dizimar nossas matas e a empobrecer o solo, as erosões estão cada vez mais difíceis de serem contidas, doenças e epidemias novas aparecem com freqüência afetando a vida no planeta. As derrubadas criminosas de florestas continuam num ritmo alucinante, milhões de toneladas de resíduos e lixo são espalhados diariamente por todos os cantos da terra. A água se torna cada vez mais escassa, o clima sofre alterações tornando-se cada vez mais quente, geleiras estão derretendo....Está na hora de deixarmos de lado frase feitas como: faz parte...é assim mesmo...pelo menos...e começarmos agora tecer nosso futuro.

Hoje falamos em sustentabilidade. O mundo só será sustentado se cada um de nós segurar um pedacinho. Mesmo que os outros não estejam ajudando a carregar. Não importa!

Quando o mundo voltou seus olhares pra as questões ambientais?

1968 - Apareceu o primeiro documento relacionando crescimento e questões ambientais (Os limites do crescimento, organizado por Dennis L. Meadows, publicado em Roma). A nova escola de pensamento ecológico (chamada Clube de Roma) reunia cientistas, economistas e altos funcionários do governo. Sua idéia: o planeta é um sistema finito de recursos, pressionado pelo grande aumento da população e da produção econômica, e é preciso buscar equilíbrio.
1972 - Começou o diálogo entre países industrializados e países em desenvolvimento sobre a relação que existe entre crescimento econômico, poluição e bem estar dos povos, na Primeira Conferência Mundial sobre Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento, na Suécia.
1977 - A Unesco define educação ambiental, seguindo recomendações da Conferência Mundial de Meio Ambiente: “Educação ambiental é um processo permanente, no qual indivíduos e a comunidade tomam consciência do seu meio ambiente e adquirem conhecimentos, valores, habilidades, experiências e determinação que os tornam aptos a agir – individual e coletivamente – e resolver problemas ambientais presentes e futuros”.
1980 - Foi a primeira vez que se usou a expressão desenvolvimentos sustentável. Já em 1981 o governo brasileiro estabeleceu a Política Nacional do Meio Ambiente, na Lei 6.938, na qual define meio ambiente como sendo o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as formas.
1987 - Publicação pelas Nações Unidas de Nosso futuro comum, também chamado relatório Brundtland, da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Ali se define desenvolvimento sustentável: “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas necessidades”.
Rio-92 - Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que reuniu 175 países e mostrou possibilidades de compreensão e entendimento entre países. Nesse encontro, entre outros temas, se discutiram as mudanças de clima, a perda de biodiversidade e o desmatamento. Veio daí, também, a “Agenda 21”, que é um programa de ação para que todos os países possam adotar o desenvolvimento sustentável e ambientalmente racional.
1997 - Protocolo de Quioto – o mais importante instrumento na luta contra as alterações climáticas. É um compromisso assumido pela maior parte dos países desenvolvidos, para, até 2012, reduzir em cerca de 5% suas emissões de gases que provocam o efeito estufa. O único Estado que se recusou a firmar a versão revisada do Protocolo foram os Estados Unidos.
1999 - Educação ambiental definida em lei, no Brasil: “Processo por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e da sustentabilidade”.

Como podemos fazer nossa parte?

Seja você mesmo a mudança que você gostaria de ver no mundo."
Mahatma Gandhi


A Fundação Nicolas Hulot para a Natureza e o Homem, lançou o Pacto pela Terra, no qual as pessoas se comprometem a reduzir o impacto que provocam sobre o planeta e a compartilhar idéias de gestos de ecocidadania. Veja abaixo um trecho desse pacto:

“A terra vai mal. O Homem exerce uma influência crescente sobre as condições de vida e sobre a própria evolução. O futuro da humanidade poderia ser comprometido. É urgente que a tomada de consciência se traduza em atos, individuais e coletivos. Precisamos, juntos, construir uma sociedade que concilie os imperativos de hoje e as necessidades de amanhã. Trata-se de um desafio sem precedentes, de uma ocasião única de dar novo sentido ao progresso, desenvolvendo novas formas de solidariedade com as gerações futuras e o conjunto de seres vivos. Junte-se a nós e assuma o Desafio da Terra!”

É necessário que tenhamos consciência de que o futuro e a própria existência da humanidade são indissociáveis do futuro e da existência dos outros seres vivos, os recursos do planeta são limitados, é necessário respeitar e preservar o patrimônio comum da humanidade. Temos uma parte da responsabilidade na degradação do meio ambiente, é urgente e possível mudar de rumo.

Atitudes simples fazem à diferença. Vejamos os princípios para um mundo sustentável.

Princípio de precaução: não esperar que fique irreparável para agir.
Princípio de prevenção: melhor prevenir do que remediar.
Princípio de economia e boa gestão: quem quer chegar longe cuida de seu transporte e reduz o desperdício.
Princípio de responsabilidade: quem estraga deve consertar.
Princípio de participação: todos envolvidos, todos tomando decisões, todos agindo.
Princípio de solidariedade: deixemos às gerações futuras um mundo viável. É preciso não esperar que os estragos fiquem irreparáveis para agir.

Pequenos gestos, grandes diferenças:

• Triar o lixo e evitar embalagens inúteis
• Preferir produtos que respeitem o meio ambiente
• Evitar produtos descartáveis
• Fechar a torneira enquanto escova os dentes ou esfrega a louça e a roupa
• Tampar as panelas para consumir menos energia (gás)e cozinhar mais depressa
• Consertar todos os vazamentos de água
• Recuperar água da chuva
• Evitar desperdício de água tratada e lavagem de carros, de calçadas, etc.
• Não jogar nada nas privadas
• Escolher produtos com menos material de embalagem
• Usar as folhas de papel dos dois lados
• Reutilizar os objetos (pensar bem antes de jogar fora!)
• Não jogar produtos tóxicos nem pilhas no lixo
• Plantar sempre que possível, principalmente nas cidades
• Não cobrir terrenos inteiros com cimento ou lajes
• Preferir produtos biológicos
• Usar sacolas reutilizáveis em lugar de sacos plásticos
• Regar as plantas quando o sol não estiver forte (evita que a água logo se evapore)
• Desligar os aparelhos elétricos em vez de deixá-los em stand-by
• Escolher aparelhos que economizem energia
• Tomar banho de chuveiro sem deixar água correr inutilmente
• Usar energia solar
• Aproveitar a luz do dia e não acender lâmpadas sem necessidade
• Usar lâmpadas de baixo consumo
• Apagar a luz nas peças em que não há ninguém
• Preferir ventilação natural a ar condicionado
• Usar menos o automóvel
• Usar mais os transportes coletivos
• Deslocar-se a pé ou de bicicleta, sempre que possível.
• Não dirigir em alta velocidade
• Consumir menos carne
• Consumir mais frutas e legumes da estação e da região
• Evitar o uso de inseticidas e pesticidas químicos – preferir métodos naturais para controle de insetos e ervas daninhas
• Consertar o que está estragado em vez de trocar por novo
• Resistir à tentação da propaganda (que leva a consumir exageradamente e sem consciência)
• Fazer campanhas de limpeza na escola, no bairro, na comunidade.
• Compartilhar estas e outras idéias de ecocidadania com o maior número possível de pessoas.